6G

6G: sexta geração de telefonia móvel já está em desenvolvimento

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Tecnologia pelo menos dez vezes mais ágil que o 5G começa a ser desenhada em várias partes do mundo; China lidera pedidos de novas patentes



Por Redação em 25/10/2021

Embora nem o 5G seja ainda uma realidade global, o padrão da sexta geração de telefonia móvel (6G) começa a ser desenhado. A China, por exemplo, planeja lançar o sistema em 2030. De acordo com reportagem do Valor, o país lidera a lista de patentes comerciais envolvendo a tecnologia, com 40,3% dos pedidos para infraestrutura móvel de comunicações, tecnologia quântica, estações rádio-base e inteligência artificial.

Depois da China, os Estados Unidos aparecem com 35,2% das novas solicitações, seguidos pelo Japão, com 9,9%. Europa e Coreia do Sul figuram com 8,9% e 4,2%, respectivamente. Conforme a publicação, os países com mais pedidos de patentes tendem a liderar em termos de tecnologia avançada, além de terem maior poder de decisão nos padrões industriais.

No Brasil, a implementação do 6G é definida pelo Plano de Uso do Espectro de Radiofrequências, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que prevê que a nova tecnologia seja regulamentada a partir de 2025. 

6G no Brasil

O planejamento da Anatel para a radiodifusão nacional é dividido em curto, médio e longo prazos. O primeiro abrange o período de dois anos e o segundo, entre 2023 e 2024. Já o último, a partir de 2025, detalha o 6G em diferentes aplicações para o cenário brasileiro.

A nova tecnologia deverá permitir condução automotiva totalmente autônoma, realidade virtual de alta definição e conexões de internet em qualquer lugar, mesmo em locais remotos. Para tanto, segundo a Anatel, serão utilizadas as frequências acima de 90 GHz, o que poderá “ampliar as larguras de faixa disponíveis para esses sistemas”.

China sai na frente no desenvolvimento da tecnologia

A expectativa é de que a União Internacional de Telecomunicações (UIT), um órgão da ONU, e grupos da indústria comecem a discutir a padronização 6G por volta de 2024. 

Enquanto isso, grande parte das patentes a respeito foram registradas pela chinesa Huawei, que controlava 30% das estações rádio-base do mundo em 2020 e hoje detém 12% das patentes para o 6G. Outros detentores de patentes chinesas são empresas estatais como a State Grid Corporation of China e a China Aerospace Science and Technology, o que deixa o país um passo à frente na corrida pelo 6G. Além disso, em novembro do ano passado, a Universidade de Ciência Eletrônica e Tecnologia da China lançou o primeiro satélite 6G do mundo.

Nos Estados Unidos, a iniciativa Next G Alliance, que tem o Google e a Apple como membros, anunciou suas perspectivas para a era 6G. A IBM e a Microsoft também anunciaram suas patentes para a tecnologia. 

O 6G deve seguir o 5G, com infraestrutura renovada e maior capacidade. Usando bandas de rádio de alta frequência, a tecnologia proporcionará maior velocidade e latência mais baixa, o que permite suportar dispositivos móveis sofisticados e sistemas mais avançados, como veículos autônomos.

Espera-se no máximo 1000 Gbps de download de dados na rede 6G. A tecnologia permitirá, por exemplo, baixar um filme de 6 GB em apenas 51 segundos, a uma velocidade de 1000 megabytes por segundo.



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