Várias pessoas sentadas mexendo em smartphones. No Brasil, número de dispositivos digitais deve chegar a 420 milhões em 2019

Brasil terá 420 milhões de dispositivos digitais até 2019 e outros destaques

3 minutos de leitura

Confira cinco resumos do que foi destaque na última semana no cenário da tecnologia e inovação.



Por Redação em 29/04/2019

Até o fim de 2019, Brasil pode ter 420 milhões de dispositivos digitais em uso
Os dados são do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada Fundação Getúlio Vargas (FGVcia) e foram divulgados na semana passada. Segundo a pesquisa anual da instituição sobre o mercado brasileiro de TI, até o fim do ano, serão dois aparelhos ativos para cada habitante. O estudo considerou computadores (desktops e notebooks), tablets e smartphones como dispositivos digitais. O relatório mostrou também a preferência do consumidor por celulares superando o desejo pelo televisor. Em 2018, foram 48 milhões de celulares vendidos, enquanto o número de TVs chegou a 12 milhões. Quanto à base instalada (ou seja, em uso) dos dispositivos digitais, os celulares estão em primeiro (264 milhões), seguidos dos televisores (250 milhões) e computadores (180 milhões). Um resumo da pesquisa está disponível aqui.

Sua senha é “123456”? Se for, é hora de trocá-la
Essa sequência é a senha mais comum de contas violadas, de acordo com um estudo do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC, sigla em inglês). Segundo a entidade, essa combinação foi usada por mais de 23 milhões de vítimas de ataques cibernéticos. Além dela, “123456789”, “qwerty”, “password” e “1111111” completam o top 5. Outras opções cadastradas por usuários são nomes em inglês (Ashley, Michael, Daniel, Jessica e Charlie), times de futebol (Liverpool e Chelsea) e bandas de música (Blink-182). “Ninguém deve proteger dados confidenciais com algo que possa ser adivinhado, como seu primeiro nome, time de futebol local ou banda favorita”, explicou Ian Levy, diretor técnico do NCSC. A entidade ainda lançou, em parceria com o Have I Been Pwned, um arquivo com 100 mil senhas pessoais que foram acessadas por terceiros e que estão em domínio público. Caso encontre uma senha que você costuma usar, a dica do NCSC é trocá-la imediatamente.

Jovem processa Apple em US$ 1 bilhão alegando erro em software de reconhecimento facial
O autor do processo é Ousmane Bah, de 18 anos, que alega ter sido preso por engano por causa de um software de reconhecimento facial da Apple. O jovem afirma que teve a carteira de motorista – que não possui foto, mas conta com informações pessoais e endereço residencial – roubada e utilizada por outra pessoa em investidas criminosas contra as lojas da companhia. Só em Boston, o criminoso foi pego com US$ 1.200 em produtos. Segundo o processo, o suposto ladrão apresentou o documento de Bah ao ser pego e a equipe de segurança da Apple anexou uma foto dele às informações do jovem de 18 anos em um sistema de segurança. O criminoso cometeu outros delitos e a companhia informou que Bah seria responsável por essas ações. Quando o roubo de Boston aconteceu, o jovem estava em uma festa de formatura e chegou a ser preso. Ao ter em mãos as filmagens dos crimes, o detetive responsável pelo caso viu que o ladrão não se parecia com Bah. As acusações contra o estudante foram retiradas em três estados (Nova York, Delaware e Massachusetts) mas uma ainda permanece (Nova Jersey). O processo informa ainda que essa situação gerou mal-estar em Bah, já que o jovem precisou viajar a vários estados para responder às acusações. Para o site Engadget, a Apple afirmou que não utiliza reconhecimento facial em suas lojas. O site Gizmodo também perguntou se a empresa armazena fotos de pessoas e usa essas fotos para identificar pessoas que possam ter cometido crimes em suas lojas, mas não obteve uma resposta.

Nubank abre biblioteca de Machine Learning para outros desenvolvedores
O objetivo da fintech é que a Fklearn (o nome dado para a biblioteca) abra uma discussão sobre os benefícios da programação funcional em Machine Learning (ML). Para o Nubank, a nova biblioteca embala outras “em um formato que torna mais fácil usá-las em produção e abastece uma série de modelos que nos ajudam a resolver problemas de análise de dados [do banco]”. No post dedicado ao assunto em seu site, a startup explica que o ML serve para uma série de sistemas da fintech, como por exemplo “identificar qual o motivo do contato de alguém entrando no chat e repassar a conversa para a pessoa mais adequada para responder”. O Nubank ainda abriu um espaço para que os desenvolvedores contribuam e discutam ideias para melhorar a biblioteca.

Hacker que parou o WannaCry se declara culpado por vírus bancário
Marcus Hutchins, pesquisador de segurança mais conhecido por parar o ataque ransomware WannaCry em 2017, se declarou culpado no desenvolvimento e disseminação dos malwares UPAs-Kit e Kronos. Os eventos aconteceram entre julho de 2012 e setembro de 2015 antes de Hutchins construir uma carreira como especialista em segurança, segundo papéis do processo adquiridos pelo site ZDnet. Das 10 acusações, Hutchins assumiu a culpa em duas, enquanto o governo concordou em abandonar as outras oito. Para cada acusação, o pesquisador poderia pegar até cinco anos de prisão e pagar multas de US$ 250 mil (R$ 980 mil). Em seu site oficial, Hutchins divulgou uma nota afirmando que se declarou culpado nas acusações “relacionadas a escrever um malware anos antes da minha carreira na área de segurança. Me arrependo dessas ações e aceito total responsabilidade pelos meus erros. Como amadureci, tenho utilizado as mesmas capacidades que usei anos atrás para propósitos construtivos.”



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