CIAB 2019 primeira rede blockchain do setor financeiro nacional é anunciada

CIAB 2019: Primeira rede blockchain do setor financeiro nacional é anunciada

2 minutos de leitura

Arquitetura da RBSFN vai permitir a troca de informações entre instituições para analisar se smartphones apresentam riscos às transações bancárias.



Por Redação em 13/06/2019


Principais destaques:
– Rede de blockchain vai servir para trocar informações de dispositivos móveis que possam despertar suspeitas de fraude nas instituições;
– Projeto da FEBRABAN com a CIP começou a ser desenhado entre 2016 e 2017;
– Nove instituições financeiras já aderiram à iniciativa.

A Rede Blockchain do Sistema Financeiro Nacional (RBSFN) foi anunciada, ontem (12), durante a CIAB FEBRABAN 2019. A primeira rede de blockchain para o setor nacional é um projeto entre a FEBRABAN e a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP).

A iniciativa vai permitir o compartilhamento de informações entre as instituições financeiras parceiras protegendo os dados de forma acessível, ágil e segura desde o primeiro acesso. Neste primeiro momento, 9 empresas aderiram ao projeto. “Mas a expectativa é que mais instituições façam parte nos próximos meses”, diz Joaquim Kiyoshi Kavakama, superintendente geral da CIP.

Como vai funcionar a rede de blockchain?

A RBSFN começou a ser desenvolvida entre 2016 e 2017. “Vimos que vários bancos tiveram a iniciativa de estudar o blockchain e a FEBRABRAN montou um grupo de trabalho para estudar a tecnologia e buscar uma padronização do setor financeiro”, comenta Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação da FEBRABAN.

O DNA do projeto foi apresentado há dois anos e Fosse destaca o grande desafio da RBSFN: “implementar e colocar a rede blockchain em produção”. Para isso, a CIP ajudou na implementação da rede com a plataforma Hyperledger Fabric, da IBM.

Neste primeiro momento, o primeiro caso de uso é o device ID. A proposta é que as instituições financeiras compartilhem identificações de dispositivos móveis. A partir disso, essas empresas poderão enriquecer os sistemas antifraude para verificar se um dispositivo específico é confiável ao avaliar, por exemplo, se ele é um aparelho perdido, furtado ou roubado.

Mas para a troca dessas informações, é preciso que o usuário informe ao banco que teve seu smartphone ou outro dispositivo roubado, furtado ou perdido. “Mas já estamos conversando com as empresas de telefonia para saber do interesse delas em participar da arquitetura de nossa rede para termos agilidade nessas informações”, explica Kavakama.

Futuro da RBSFN

O device ID é o primeiro caso de uso da rede de blockchain, mas a FEBRABRAN deixa claro que a intenção é o valor agregado que a RBSFN vai trazer no futuro. “A beleza do modelo está na infraestrutura construída, na governança dessa rede”, informa a instituição. Para empresas do setor financeiro interessadas, o primeiro ano da RBSFN será gratuito e bancado pela CIP. Já sobre o impacto para o consumidor final: “ele vai perceber que o volume de fraudes vai cair drasticamente.>

PRÓXIMO NÍVEL NO CIAB FEBRABAN 2019

O Próximo Nível está com uma cobertura especial nas palestras do CIAB FEBRABAN 2019. Clique nas matérias abaixo e saiba mais sobre o que foi debatido no maior congresso de tecnologia de informação para o setor financeiro.

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