Dispositivos de IoT no Brasil estão comprometidos e outros destaques

Dispositivos de IoT no Brasil estão comprometidos e outros destaques

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Confira o resumo de seis notícias que foram destaque em tecnologia e inovação na última semana.



Por Redação em 22/07/2019

Vulnerabilidade dos dispositivos IoT no Brasil está acima da média global, aponta relatório
Enquanto a média global é de 17%, no Brasil, 25% de aparelhos de Internet das Coisas (IoT) estão vulneráveis a investidas criminosas. O 14º Relatório Anual sobre Segurança da Infraestrutura Global, produzido pela empresa Netscout, ainda diagnosticou outros desafios para a segurança digital brasileira. A análise apontou que 49% dos ataques são em multicamada, ou seja, que se proliferam com alta taxa de sucesso. Já o destino desses ataques pode se concentrar tanto em Infraestrutura (57%) quanto em serviços e aplicações voltados aos clientes (46%). Embora o Brasil apresente um cenário negativo, o país se destaca no uso de Firewall para evitar invasões: 76% dos entrevistados usam a solução de segurança, contra 54% da média global.

Cientistas desenvolvem algoritmos para detectar depressão por voz
Para isso, pesquisadores do Canadá tiveram como base estudos que sugerem que o timbre da voz também contém informações sobre o humor de uma pessoa. O conjunto de algoritmos de aprendizado deve reconhecer a doença de modo mais preciso por meio de sinais acústicos emitidos pelo usuário. Segundo Eleni Stroulia, uma das responsáveis pelo projeto, a ideia é criar um aplicativo com a tecnologia. “Um cenário realista é ter as pessoas usando o aplicativo que vai coletar amostras de voz enquanto elas falam naturalmente. O app, rodando no smartphone do usuário, vai reconhecer e rastrear indicadores de doenças, como a depressão, ao longo do tempo.”

América do Norte e Europa vão liderar adoção de RPA até 2024
A afirmação é do estudo “Robotic Process Automation in Telecoms & Insurance”, organizado pela consultoria Juniper Research. O relatório apontou que seguradoras irão investir US$ 634 milhões (RS$ 2.36 bilhões) em soluções de Robotic Process Automation (RPA, em inglês) nos próximos cinco anos. O aumento é de 245% em relação aos US$ 184 milhões (R$ 686 milhões) previstos para este ano. A tecnologia, projetada para automatizar tarefas repetidas básicas e reduzir custos operacionais, vai garantir ganhos e eficiência e competitividade para essas empresas, mas Maite Bezerra, autora do estudo, ressalta: “a escalabilidade só pode ser alcançada quando os bots ‘aprendem’ como operar fora de ambientes simulados.”

Ranking 100 Open Startups 2019 é divulgado
A plataforma global 100 Open Startups, que conecta empresas a projetos inovadores, revelou as 100 startups de maior destaque do ano. O levantamento é feito a partir de uma pontuação baseada no interesse de grandes instituições por essas startups, que elegeram a Allya como o negócio inovador mais atraente em 2019. No ano passado, a startup também ficou em primeiro lugar. A iniciativa da 100 Open Startups ainda premia alguns projetos com convites para festivais e programas de investimento e aceleração. A lista de top 10 por setor pode ser conferida aqui.

Carrefour: adoção de Inteligência Artificial para personalizar experiência do cliente
De olho numa melhor jornada de compra do consumidor, o Carrefour anunciou parceria com uma startup para utilizar Inteligência Artificial e gerar ofertas personalizadas por meio do aplicativo da marca, e-mail, SMS, push e totem de autoatendimento das lojas. A ideia é usar a tecnologia combinada com CRM e Big Data para automatizar processos e entender o que motiva o consumidor a comprar, além de oferecer conteúdo, crédito, cupons, descontos ou conveniência.

Ellon Musk quer conectar humanos e máquinas ainda em 2020
A Neuralink, startup fundada pelo bilionário, está desenvolvendo uma interface para conectar seres humanos a máquinas. O projeto foi iniciado em 2017 e deve entrar em fase de testes já no próximo ano. Segundo Musk, isso se daria com o uso de sensores com cerca de 30% do diâmetro de um fio de cabelo que seriam implantados no cérebro em um procedimento cirúrgico feito por um robô. Num primeiro momento, caso o experimento seja um sucesso, a ideia seria ajudar pacientes com doenças neurológicas a reverter quadros graves, como devolver a visão a uma pessoa cega. “[…] esperamos começar a trabalhar em um paciente humano antes do final do próximo ano”, informou Ellon Musk.



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