Edge computing habilita o próximo nível do mercado de games

3 minutos de leitura

Experiência do setor de games pode ser ampliada com edge computing e processamento de dados em nuvem, mostram especialistas



Por Redação em 02/05/2022

A indústria mundial de games movimentou 175,8 bilhões de dólares em 2021 e deve continuar crescendo nos próximos anos, chegando a 200 bilhões de dólares em 2023, segundo a consultoria Newzoo. Os jogos em smartphones e tablets (mobile) são destaques e abocanharam mais de 51% (90,7 bilhões de dólares) dos investimentos no ano passado, estimulando o desenvolvimento de tecnologias que habilitam o próximo nível no mercado de games.

É o caso do processamento em nuvem, principalmente quando aprimorado com edge computing (computação de borda). Segundo Guilherme Maluf, gerente de marketing de produto do Claro Gaming, os vídeo-games, smartphones, tablets e computadores devem se tornar, cada vez mais, apenas uma tela que apresenta as funções do jogo. 

“O processamento passa a ocorrer na nuvem, sob o conceito genuíno de cloud gaming. Nesse caso, trazer o processamento virtual para o mais próximo possível da tela do jogo pode ser uma vantagem que evita latência e perda de velocidade de conexão”, diz.

Com o edge computing, o processamento das informações fica mais próximo do usuário, melhorando o tempo de resposta. Para a indústria de games, segundo Gustavo Villa, gerente de portfólio de produtos Cloud da Embratel, isso se resume em melhor experiência de jogo. “No vídeo-game tradicional, todas as imagens, movimentos do personagens, sons, etc. acontecem dentro do equipamento e são transmitidos imediatamente para a TV. Imagine que no futuro próximo não exista mais o aparelho de video-game e tenhamos apenas um controle conectado à internet. Nesse caso, sem Edge, todo o processamento é feito em um data center que está muito distante da casa do cliente e isso pode gerar atrasos (latência), prejudicando a experiência do jogador”, explica.

O edge computing resolve isso, segundo Villa, pois são micro-data centers espalhados pelo Brasil e dedicados a realizar todo o processamento de dados perto da casa do cliente, com “tempo de resposta” menor. 

Villa relata que a Embratel tem investido em edge computing, usando as suas milhares de bases espalhadas pelo país para colocar processamento próximo à casa do cliente e à disposição das empresas. “O produto que usamos para entregar isso se chama Embratel Cloud Edge”, pontua ele.

Edge computing no mercado de games

Como explicou o especialista da Embratel, por ser uma estrutura computacional distribuída, o edge computing faz com que o armazenamento e o processamento de dados ocorram próximos ao local de captura das informações. Isso reduz a latência, que é a quantidade de milissegundos que uma solicitação leva para ir de uma ponta a outra.

Com a chegada do 5G, as experiências de gamificação devem evoluir, exigindo ainda mais confiabilidade no tratamento dos dados e, nesse caso, Guilherme Maluf destaca que o Claro Gaming já fez testes comprovando as vantagens do uso de computação em nuvem e deve evoluir para as experiências com edge computing.

“Acredito que a operação combinada com edge computing pode incrementar a experiência do jogador, fazendo com que os processamentos que exigem mais agilidade ocorram na borda, enquanto os grandes volumes de dados para armazenamento seguem para o servidor em nuvem”, diz.

Mercado de games é estratégico

A Claro entrou no segmento de games em 2019 e Guilherme Maluf classifica a investida como estratégica, já que se trata de um público de alto consumo e ávido por tecnologia e inovação. “Se resolvermos os problemas desse segmento, a tendência é que isso sirva de benchmarking para outros mercados. Avalio que a gamificação é, portanto, uma espécie de stress-test para as soluções de conectividade e gestão de dados”, diz.

Como desafio, ele pontua que é preciso se apropriar de forma sincera e consistente desse mercado, para evoluir junto com o público que é receptivo e ajuda as marcas que trabalham, de fato, no seu ecossistema. “Começamos com o mercado residencial e agora já temos frentes importantes, com peering com os principais servidores, melhora constante de rede e criação de parcerias com os principais players do mercado, oferecendo benefícios para o público que consome dentro do jogo”, revela o executivo.

Outra investida foi em um focus group com jogadores de diversas categorias, com o objetivo de entender como atuar de forma mais sincronizada com esse público. “Continuamos com a expansão para todo o portfólio de serviços Claro, com conteúdos, experiências, produtos e soluções tanto na móvel quanto na fixa, incluindo planos de exploração do potencial do 5G para o segmento”, diz. “Também desenvolvemos campeonato exclusivo para cliente Claro, com transmissão ao vivo das finais, premiação em dinheiro e colocando os jogadores no mesmo time de influencers profissionais, o que amplia a experiência deles com ídolos da comunidade”, conclui.



Matérias relacionadas

edge computing no Brasil Inovação

Internet das coisas impulsiona o edge computing no Brasil

Pesquisa mostra que a IoT é o principal motivador para que as empresas de telecom invistam em edge computing no Brasil

scott galloway Inovação

Metaverso será mais audível e menos visual, diz Scott Galloway

Para o professor da New York University, Scott Galloway, o metaverso terá, como interface dominante, os aplicativos de voz

BID Fintechs Inovação

Para BID, fintechs são solução para combater informalidade

As fintechs contribuem para a inclusão digital e isso, consequentemente, é uma forma de combater a informalidade nas transações financeiras

Inovação

Infraestrutura da Embratel habilita 5G em sala cirúrgica robótica

Primeiro hospital público do Brasil a usar cirurgia robótica utiliza infraestrutura da Embratel; projeto deve ser iniciado ainda no primeiro semestre deste ano