falta de experiencia em ciberseguranca

Falta de experiência ainda é um desafio em cibersegurança

2 minutos de leitura

Estima-se que as empresas precisem de seis a nove meses para completar seus quadros de vagas em cibersegurança



Por Redação em 24/05/2024

Um estudo realizado pela Kaspersky, intitulado: “The portrait of the modern Information Security Professional“, revelou que pelo menos 43% das empresas latinoamericanas precisam de mais de seis meses para preencher suas vagas com profissionais qualificados em cibersegurança. Mais precisamente, de seis a nove meses. Entre os maiores desafios dos gestores do setor ainda está a falta de experiência. De acordo com a pesquisa, pelo menos 57% das empresas apontaram o assunto como principal desafio do setor, juntamente com custos de contratação (52%) e a rápida evolução tecnológica do setor, cerca de 42%.

A pesquisa faz um raio-x do mercado de trabalho em cibersegurança e analisa com precisão os motivos pelos quais a falta de especialistas no setor ainda é grande. Outra nuance do estudo está relacionada às características das empresas que buscam esses profissionais. Cerca de 48% das instituições na América Latina declaram que sofrem com a falta de pessoal qualificado no setor de segurança digital. 

Segundo Claudio Martinelli, diretor-geral da Kaspersky para Américas, a razão para essa escassez está na falta de formação acadêmica para esses profissionais na América Latina. “Há poucos cursos universitários e eles não são suficientes para atender à demanda. E poucos profissionais podem recorrer à oferta de capacitação externa, pela barreira do idioma”, disse ele. “Acredito que este contexto está alinhado com o resultado da nossa pesquisa, uma vez que a América Latina está acima da média global no déficit de profissionais”, afirmou.

Falta de experiência em cibersegurança

falta de experiencia em ciberseguranca

De acordo com o estudo, para 36% das empresas seria necessário de quatro a seis meses para encontrar um profissional que ocupe um cargo mediano no setor. Outros 24% afirmaram que necessitam de seis a nove meses para ocupar essas vagas. Já 27% das empresas levam entre seis e nove meses para contratar profissionais para funções mais seniores, enquanto 30% afirmam que chegam a levar mais de um ano para contratar profissionais com experiência em cibersegurança.

Por outro lado, nas posições iniciantes, pelo menos 30% dos casos têm vagas preenchidas em até três meses, 28% entre quatro e seis meses e 24% entre seis e nove meses. 

A falta de experiência em cibersegurança pode trazer riscos para as empresas, uma vez que as tornam mais vulneráveis aos ciberataques. 

Segundo o estudo, outro desafio do setor é a contratação de profissionais de segurança da informação com as devidas qualificações correspondentes à função. Cerca de 56% das empresas apontaram a existência de discrepância entre a certificação e a experiência dos candidatos às vagas. 

“Hoje, a demanda de profissionais, de acordo com os resultados, se concentra em três especializações: analista de segurança da informação, Threat Intelligence e investigação de malware. Por outro lado, áreas como Security Assessment, SOC e Network Security aparecem com baixa escassez. Na minha opinião, esses dados mostram a falta de conhecimento do mercado sobre a necessidade desses profissionais – o que significa que essa lacuna será sentida no futuro”, justificou Martinelli.


E-book gratuito: saiba como implementar uma cultura de cibersegurança na sua empresa

Saiba mais


Matérias relacionadas

deepfakes nas eleicoes Estratégia

Legislação pode ser aliada no combate às deepfakes 

Especialistas da área jurídica indicam necessidade de regulação do uso da tecnologia

Estratégia

Drex ganha protagonismo na Febraban Tech 

Moeda digital brasileira pode entrar em circulação até o final de 2024 e é tema de várias palestras no evento

ia seguranca Estratégia

IA versus hackers: entenda como a tecnologia pode ser aliada

Uso da IA no combate a hackers é uma tendência, inclusive combinada com ML

vp comissao europeia Estratégia

VP da Comissão Europeia defende a regulação de IA

Margrethe Vestager também falou da descentralização do processamento de IA, para reduzir consumo de energia