Como o Brasil pode formar mais 106 mil profissionais de tecnologia ao ano?

< 1 minuto de leitura

Se isso não ocorrer, chegaremos a 2025 com déficit de quase 800 mil profissionais de tecnologia, segundo a Brasscom



Por Redação em 04/05/2022

A adição de disciplinas eletivas de tecnologia nos cursos de matemática, engenharia e ciências pode ser uma das maneiras para que o Brasil passe a introduzir no mercado mais profissionais de tecnologia nos próximos anos. Caso contrário, devemos chegar a 2025 com um déficit de quase 800 mil posições qualificadas na área. A recomendação – e também a avaliação quantitativa – é da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais.

A associação publicou o relatório Demanda de Talentos em TIC e Estratégia ΣTCEM no final do ano passado, onde demonstrou que o número de formandos em tecnologia está aquém da demanda, gerando um déficit anual de 106 mil talentos (ou 530 mil em cinco anos). “Os números refletem o crescimento acelerado do setor de TIC e deixam clara a urgente necessidade de que a formação profissional também seja ampliada no mesmo ritmo”, pontua o relatório da Brasscom.

Matemática, engenharia e ciência ajudando na formação de profissionais de tecnologia

Como solução, a associação recomenda a estratégia ΣTCEM, que faz referência a uma soma de talentos nas áreas de tecnologia, ciências, engenharia e matemática. De modo prático, a ideia é que se introduzam disciplinas eletivas de tecnologia nesses cursos, que, segundo a Brasscom, têm afinidades com as habilidades necessárias para atuação dos programadores. “Os dados mostram que há muito emprego no setor, mas também que as grades do ensino superior precisam estar mais bem alinhadas ao que o mercado de trabalho precisa”, disse Helena Loiola, economista que coordenou o estudo da Brasscom.

Para a Brasscom, despertar o interesse dos jovens pela formação em tecnologia é outro desafio, assim como melhorar a diversidade no setor, já que, aidna hoje, 82,5% dos alunos e curtos de TIC são homens.


E-book gratuito: saiba como implementar uma cultura de cibersegurança na sua empresa

Saiba mais


Matérias relacionadas

hiperpersonalizacao fidelidade Estratégia

A hiperpersonalização é o próximo nível no mercado de fidelidade

Para Fernanda Barchese, da Livelo, a hiperpersonalização permitirá o acompanhamento da jornada do cliente e as escolhas das melhores recompensas

instituicoes Estratégia

Inteligência artificial eleva o poder das instituições  

Para Tania Cosentino, da Microsoft, em pouco tempo não viveremos mais sem a inteligência artificial

Estratégia

Especialista defende ‘Cloud First’ diante da digitalização dos negócios

Segundo episódio da terceira temporada da websérie da Embratel, com Silvio Meira, debate o papel da migração das empresas para a nuvem

omnichannel Estratégia

Omnichannel: qual o próximo passo?

Para Amanda Andreone, a oferta ao cliente baseada em insights e dados é o grande caminho