Digitalização da energia elétrica

Digitalização da energia elétrica é primordial para atender demanda

2 minutos de leitura

Especialista do Certi mostra tecnologias que devem ser mais aplicadas para digitalizar o setor de energia e atender à demanda crescente pelo insumo



Por Redação em 07/12/2021

Quase 85% da população brasileira mora em cidades com mais de 100 mil habitantes, o que se considera como centro urbano, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), realizada em 2015. Isso coloca o Brasil como um dos países de maior concentração urbana do planeta. Na Europa, por exemplo, essa proporção é de até 45% na maioria dos países. Para Marcos Aurélio Izumida Martins, gerente técnico e de produção do Centro de Energia Sustentável da Fundação Certi, a configuração brasileira impõe desafios imediatos, entre os quais o atendimento à demanda de eletricidade, algo que depende da digitalização das redes.

“Estima-se que o consumo de energia elétrica no Brasil chegue a mais de 1.600 TWh em 2050. Isto é quase o triplo da média atual, conforme o levantamento realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE)”, escreveu ele em artigo publicado pelo Canal Energia. O especialista avalia que o investimento em fontes de energia sustentáveis, como energia solar e eólica, é uma das soluções para atender a essa demanda, mas isso, novamente, está atrelado ao melhoramento das redes de distribuição e transmissão de energia.

Segundo Martins, com a digitalização das redes é possível melhorar o controle do fluxo de energia, a partir da inteligência de dados, para compreender a demanda e gerar resultados sustentáveis, tornando a atuação mais preventiva do que corretiva. “Isso torna o sistema mais eficiente e dinâmico, além de possibilitar a coleta e compartilhamento de informações com outros serviços essenciais, como gás, água e telecomunicações”, escreveu ele. “Hoje, os equipamentos que compõem o setor – cabos, transformadores, chaves, disjuntores – são utilizados unicamente para distribuição de energia na maioria dos casos”, completou.

Gêmeos digitais e outras tecnologias de digitalização da energia elétrica

A proposta é que soluções como as de gêmeos digitais (digital twins) ganhem mais aplicações no setor elétrico. Essas são representações virtuais dos equipamentos físicos do sistema e dos processos, e funcionam com sensores inteligentes. Esses sensores são conectados à rede e se integram a sistemas de apoio, possibilitando acesso a informações relevantes e cruciais, que auxiliam na tomada de decisões críticas.

A tecnologia de gêmeos digitais tende a tornar o sistema de energia mais confiável, uma vez que atualiza as informações da rede constantemente, evitando lapsos no funcionamento. Além disso, a tecnologia pode integrar mapas, imagens, modelos 3D e dados coletados de todos os dispositivos conectados às smart grids e, assim, realizar simulações no sistema e para prolongar a vida útil dos equipamentos.

“Essa é uma das soluções capazes de otimizar o sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica, mas não a única”, diz Martins, complementando com outras soluções como os georadares, imagens em alta resolução e a realidade virtual e aumentada.


E-book gratuito: saiba como implementar uma cultura de cibersegurança na sua empresa

Saiba mais


Matérias relacionadas

computacao em nuvem Estratégia

Computação em nuvem pode gerar economia de US$ 3 trilhões até 2030

Relatório da consultoria McKinsey aponta melhorias que a tecnologia vai agregar

golpes digitais cresceram Estratégia

Golpes digitais cresceram 35% em 2023

Os golpes bancários ainda lideram a lista por segmentos, no Brasil

ia em bancos Estratégia

Uso de IA em bancos traz hiperpersonalização de atendimento

Instituições financeiras apostam na tecnologia para replicar conceito de private banking no varejo

tentativas de fraude Estratégia

Vendas de fim de ano registram cerca de R$ 83,8 milhões em tentativas de fraude

Contudo, estudo realizado pela ClearSale revelou queda de 15,7% no valor das tentativas, em relação a 2022