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Instituições financeiras precisam liderar as práticas de ESG

2 minutos de leitura

Governança das organizações vem se atualizando frente às novas tecnologias para ter processo mais eficiente



27/06/2024

Instituições financeiras cada vez estão colocando os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança) dentro de suas prioridades, reconhecendo sua relevância em suas operações, investimentos e estratégias de gestão de riscos.

Por outro lado, os investidores estão buscando oportunidades que não apenas gerem retornos financeiros, mas também tenham um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade.

O ecossistema de negócios está, de maneira geral, cada vez mais competitivo e exigente. O cliente, por sua vez, prioriza companhias que tenham um propósito claro e valores alinhados aos princípios de ESG. Uma decisão que se reflete inclusive nos negócios, pois pesquisas mostram que o consumidor está disposto a pagar mais por um produto que respeita os princípios do ESG.

Recentemente a B3, bolsa do Brasil, lançou a iniciativa Ações Verdes, uma classificação que dará maior visibilidade ao compromisso das empresas com práticas da economia verde, ao mesmo tempo em que trará transparência aos investidores, por meio de uma designação padronizada com informações confiáveis sobre a origem das receitas e direcionamento dos investimentos das empresas participantes.

Em 2023, o Brasil se tornou uns dos países pioneiros ao adotar os padrões globais para divulgação de ESG, através da Resolução CVM nº 193, que estabelece que as companhias abertas devem elaborar e divulgar relatórios financeiros relacionados à sustentabilidade, seguindo o padrão internacional do International Sustainability Standards Board (ISSB) a partir de 1º de janeiro de 2026.

Cada vez mais a regulação relacionada às iniciativas de ESG está crescendo ao redor do mundo, impondo medidas e práticas mais rigorosas às empresas criando um arcabouço de uma política de sustentabilidade corporativa.

Dentro desse contexto, um dos principais desafios enfrentados pelas instituições financeiras é a falta de padronização e consistência nos dados ESG, dificultando a comparação e avaliação do desempenho das empresas em questões não financeiras.

Não é raro acusações às empresas de praticarem o chamado greenwashing devido elas divulgarem uma imagem de sustentabilidade superficial, sem realizar mudanças significativas em suas operações ou cadeia de suprimentos, como objetivos apenas de criar uma imagem “marketeira”.

De acordo com a Pesquisa Global com Investidores 2022, realizada pela PwC, 91% dos investidores no mundo suspeitam que a prática está presente nas divulgações corporativas.

Diante do avanço da inteligência artificial (IA), especialmente da IA Generativa, a governança das organizações vem se atualizando frente às novas tecnologias para fazer melhor uso das inovações, melhorar processos e gerar insights, fugindo dos modelos de governança que hoje dependem fortemente da intuição e experiência humana.

Portanto, é essencial para empresas financeiras adotarem o código de boas práticas de governança corporativa do IBGC, observando os princípios de integridade, transparência, equidade, responsabilização e sustentabilidade, para preservação, melhorias de gestão, otimização de valor e recursos financeiros e não financeiros de forma permanente para as organizações.

Não é por acaso que a Febraban Tech 2024 reservou uma grande parte de sua grade de palestras para o tema de Sustentabilidade.

* Claudiney Santos é editor da TI Inside/ESG Inside


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