sd-wan huawei

Especialista da Huawei explica por que as empresas precisam de SD-WAN

3 minutos de leitura

Demanda inclui migração maciça para a nuvem, segundo a fabricante



Por Redação em 27/07/2023

As redes WAN já são um conceito consolidado no mundo de telecomunicações. Elas ligam, por exemplo, as filiais de empresas. O SD, na frente da sigla, significa que essas redes são definidas por software (do inglês, software defined). Na prática, a tecnologia cria uma sobreposição virtual, que permite que as corporações mantenham seus links de WAN existentes, enquanto o SD-WAN centraliza o controle de rede e possibilita o gerenciamento de tráfego de aplicativos em tempo real, entre outros atributos.  

Como explica o site especializado TechTarget, o SD-WAN usa conceitos de rede definida por software para distribuir o tráfego em uma rede WAN. E mais: as empresas e organizações adotam o SD-WAN como uma maneira econômica de conectar filiais a seus próprios data centers e a aplicativos de software como serviço (SaaS) baseados em nuvem. 

A razão é simples: a tecnologia fornece automação, centralização e flexibilidade, criando um ambiente mais ágil para empresas de médio e grande porte.

Migração para a nuvem intensifica adoção do SD-WAN

SD-WAN Huawei

Victor Silva Ferreira, gerente de Produto da Huawei, aponta algumas  tendências que estão intensificando a adoção do SD-WAN nas empresas. A principal delas seria a mudança para o ambiente de nuvem (cloud), com descentralização das aplicações e um tratamento mais inteligente do tráfego de dados. 

Outro fator é que o SD-WAN tem uma proposta de custo-benefício melhor nesse tipo de migração: ao mesmo tempo em que consegue a otimização dos links, a tecnologia mantém a redundância de backup. 

“Para as novas conexões, principalmente baseadas em internet, a experiência do usuário é muito importante. Nós não falamos mais em rede ou tráfego, mas, sim, quais são as características que a aplicação precisa ter”, argumenta. “E a partir daí, define-se qual o link que ela vai utilizar para que o usuário nunca tenha a perda de experiência quando utiliza a aplicação”, completa.

Ainda de acordo com Ferreira, a implantação do SD-WAN deve considerar os riscos, pois a descentralização pode levar à perda do nível de segurança em ambientes remotos. 

Leia também:

– Em Banda Ku, satélites da Embratel habilitam o próximo nível das parabólicas

Cuidados ao escolher a solução

O especialista lista quatro pontos que ajudam as empresas a escolher uma solução de SD-WAN adequada. São eles: rede e automação; medição de acordos de nível de serviço (SLA) e garantia; serviços WAN avançados; e arquitetura de segurança de rede baseada em Zero Trust Network (ZTN). 

No primeiro caso, as empresas precisam definir questões como escalabilidade, automação e topologia, entre outras. Na medição do SLA, o processo deve acontecer em tempo real e com solução de roteamento inteligente, para citar dois requerimentos. 

Já os serviços avançados de WAN podem incluir, por exemplo, compressão de tráfego e aceleração de serviço. E, no caso da arquitetura de segurança, as empresas devem considerar os novos cenários de conexão, como o escritório remoto e as redes de Internet das Coisas (IoT). 

Parceira da Claro na oferta de SD-WAN, a Huawei desenhou soluções com essa tecnologia, levando em conta a tendência de migração para a rede e os novos requerimentos de segurança, segundo Ferreira. 

Ele cita três características gerais do conceito adotado pela companhia chinesa. A lista inclui o controle e gerenciamento unificado; a direção de tráfego inteligente; e a ultra banda larga 5G.

“A solução de SD-WAN da Huawei foi pensada para ajudar as empresas a migrar para a nuvem de forma rápida, suave e estável”, resume o executivo. Ele cita, inclusive, o cenário previsto para a transição: em 2025, a “cloudificação” e a globalização dos serviços de filiais corporativas vai levar 85% dos serviços corporativos para a nuvem.  

De acordo com Ferreira, o conceito de SD-WAN da Huawei cria uma rede que conecta várias filiais e nuvens, garantindo uma experiência de alta qualidade para serviços de missão crítica. Com isso, será possível ter acesso sem fio 5G, a qualquer hora, em qualquer lugar, e provisionamento de rede em um dia, suportando a rápida expansão dos serviços das empresas. 

“Trata-se de uma estrutura que suporta o acesso flexível de vários links, com e sem fio, para interconexão sob demanda. E que – em resumo – são recursos de rede flexíveis para a migração suave das redes corporativas atuais”, finaliza. 


Descubra os segredos para otimizar sua rede, impulsionar a performance e habilitar sua empresa para o próximo nível baixando o e-book gratuito.

Saiba mais


Matérias relacionadas

porto maravalley Inovação

Rio de Janeiro cria hub tecnológico Porto Maravalley

Presença de startups e curso superior do IMPA, dentre outras inovações, trarão novas oportunidades à zona portuária do Rio de Janeiro

ia generativa Inovação

IA generativa está entre as tendências de 2024

Na lista de tecnologias que devem se destacar em 2024, a IA generativa se destaca. Porém, para especialistas, ainda há desafios a superar

ia generativa idc Inovação

Gastos com IA generativa chegarão a US$ 143 bilhões em 2027

Avaliação da consultoria IDC mostra crescimento acima das taxas de TI

Odelio Horta Inovação

Futuro da IA é a promoção do bem-estar humano, defende Odélio Horta Filho

Executivo explica a importância da governança de dados, com base nas tecnologias habilitadoras, como a nuvem, para que órgãos públicos extraiam o melhor da IA em prol da sociedade