Brasileiros podem trocar privacidade por benefícios, mostra pesquisa

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Para a maioria, rastreamento na internet é uma invasão de privacidade. Contudo, renunciar à privacidade para obter benefícios já está se tornando comum



Por Redação em 11/09/2023

O estudo “Qual o futuro da proteção de dados no Brasil?”, conduzido pela KPMG e a APPC, mostra que o trade off entre comodidade e privacidade é bem quisto pelos consumidores. O movimento vem aumentando entre os brasileiros e cerca de 47% dos entrevistados dizem concordar com o monitoramento de seus dados de navegação, desde que consigam obter dicas de produtos e serviços de seu interesse.

Outro ponto de relevância apontado pela pesquisa é que os brasileiros esperam benefícios que viabilizam ganhos materiais em troca da privacidade online. Esses benefícios geralmente são: descontos e promoções, benefícios relacionados à saúde, bem-estar e economia de tempo no trânsito. Apesar disso, a preocupação com vazamento de dados permanece.

A maioria dos entrevistados concorda que o rastreamento na internet é uma invasão de privacidade. Contudo, algumas pessoas renunciam à privacidade em troca de benefícios, principalmente entre os mais jovens.

De acordo com a KPMG, existe espaço para melhorar essa relação de confiança, uma vez que os pesquisados se dividem com relação a esses aspectos, nas mais diferentes empresas/setores. “O fato é que não existe uma maioria confortável”, declarou a instituição. 

O setor bancário, por exemplo, é o que tem maior índice de confiança (39%). Por outro lado, telefonia (48%), comércio (43%) e organizações não governamentais (42%) apresentam percentual alto de desconfiança.

A pesquisa: Qual o futuro da privacidade de dados no Brasil, apresentou outras informações importantes, como:

  • 95% dos acessos à internet são realizados por smartphones. Destes, 94% dos usuários utilizam a internet todos os dias.
  • O acesso às redes sociais ainda é fator de motivação de conexão, seguido por fazer compras (68%), internet banking (66%) e assistir filmes/séries (63%). 
  • Temas relacionados a trabalho (47%) e estudo (46%) ainda têm menor preferência para utilização da internet.

Vazamento de dados x a troca de privacidade por benefícios

Marcos Fugita, sócio-líder de Managed Risk & Security Services da KPMG no Brasil, declarou que as organizações estão buscando fornecedores que ofereçam uma experiência cada vez melhor aos clientes. Por isso, tentam encontrar o ponto de equilíbrio entre personalização e assertividade, para que a fidelização ocorra.

De acordo com a KPMG, 94% dos entrevistados acreditam que as propagandas têm relação com os hábitos de pesquisas. Cerca de 79% sentem que elas se relacionam com conversas mantidas perto dos dispositivos. Contudo, ainda assim, 30% deles optam por continuar utilizando normalmente as redes e dispositivos. Por outro lado, 37% passaram a prestar mais atenção ao que falam perto do dispositivo. 

Na escala de preocupação de 1 a 5 (sendo 1 “não me preocupo em nada” e 5 “me preocupo muito”), 88% dos usuários indicaram notas 4 e 5, revelando que estão preocupados com possíveis vazamentos de dados.


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