Descomplicamos 4 termos da computação em nuvem para você acrescentar ao seu vocabulário

Descomplicamos 4 termos da computação em nuvem para você acrescentar ao seu vocabulário

4 minutos de leitura

Uso da computação em nuvem vai continuar crescendo em 2021, mas algumas palavras podem confundir times de negócios e de TI. Saiba o que elas significam.



Por Redação em 02/03/2021

Uso da computação em nuvem vai continuar crescendo em 2021, mas algumas palavras podem confundir times de negócios e de TI. Saiba o que elas significam.

Soluções em nuvem tiveram destaque em 2020 e não será diferente neste ano. A previsão da Gartner é que os gastos globais com serviços de nuvem pública cresçam 18% em 2021, totalizando US$ 304,9 bilhões, ante U$ 257,5 bilhões do período passado.

Ainda para 2021, uma das tendências de computação em nuvem é o aumento na adoção de Plataforma como Serviço (PaaS), como destacamos neste artigo no Mundo + Tech.

Apesar de muitas empresas terem noção do que é a tecnologia, muitas começaram sua jornada para a cloud no ano passado por conta da pandemia. E, por isso, algumas dúvidas podem aparecer.

Uma pesquisa da A Cloud Guru, plataforma de ensino sobre computação em nuvem, mostrou um fato interessante:

Nem todas as pessoas do time de negócios e de TI conhecem o vocabulário da nuvem.

Em um artigo para o InformationWeek, Ryan Kroonenburg, cofundador e instrutor da A Cloud Guru, destaca que as empresas devem alcançar algo que ele chama de fluência básica na nuvem. “Você pode ter dois engenheiros que se destacam em um tipo de operação na nuvem, mas se o resto da equipe não falar a língua deles, nada será feito”, escreveu.

A pesquisa feita pela escola destacou quatro termos que geram confusão nas pessoas. Elas foram identificadas após A Cloud Guru analisar 2,7 milhões de respostas e perceber que a quantidade de respostas certas em perguntas mais específicas e difíceis ficou abaixo de 60%.

Confira quais são as quatro palavras e seus significados para deixar todos os times em sinergia.

1. O que é auto scaling ou escala automática

Auto scaling (também conhecido como escala automática ou escalonamento automático) vai ajudar o time a fazer os ajustes dos recursos utilizados por uma solução em nuvem. Ou seja, possibilita alocá-los automaticamente de acordo com o volume de tráfego.

Por exemplo, com a proximidade da Páscoa, muitos varejistas podem atualizar um aplicativo para oferecer descontos para quem compra por ele. Isso pode sobrecarregar a aplicação, caso o escalonamento não seja configurado corretamente.

Nessa situação, o servidor poderia não suportar toda a demanda e cair, impactando negativamente na experiência do usuário.

Kroonenburg sugere responder quatro perguntas para configurar um auto scaling corretamente:

  1. Quantos servidores você deseja manter o tempo de atividade?
  2. Quer ajustar a contagem do seu servidor manualmente?
  3. Você quer agendar quando aumentar ou diminuir a capacidade?
  4. Você gostaria de se basear no escalonamento a partir das condições de desempenho do seu produto?

2. O que é gerenciamento de identidade e acesso (IAM)

Em resumo, o gerenciamento de identidade e acesso (IAM, na sigla em inglês para identity and access management) seria como aquele segurança que fica na porta de uma casa noturna liberando a entrada para pessoas com um ingresso VIP, enquanto as outras esperam na fila.

No caso do IAM há ainda um outro ponto: a identidade aqui não representa todos os dados de um usuário do time de TI. No contexto da computação em nuvem, são algumas propriedades que ajudam o sistema a identificar uma pessoa, sem aprofundar em todos os fatos que a cercam.

Um exemplo para essa explicação é a carteira de identidade. O documento possui algumas informações que comprovam que uma pessoa é realmente ela. Tem a data de nascimento, cidade onde nasceu, o número do registro geral e órgão em que o documento foi expedido.

O IAM segue a mesma premissa, permitindo gerenciar quem pode acessar a um servidor e quais permissões e funções essa pessoa poderia trabalhar em cima. Além disso, definir de forma granular facilita o controle da nuvem e possíveis auditorias que serão realizadas

Outro ponto é a segurança. Gerenciar camadas de acesso previne também de uma violação acontecer e uma empresa responder a leis regulatórias, como a LGPD.

Por fim, Kroonenburg indica configurar autenticação multifator e montar um plano meticuloso para ajudar na definição de uma estratégia de IAM.

3. O que é balanceamento de carga elástica (ELB)

O balanceamento de carga elástica (ELB, na sigla em inglês para Elastic Load Balancing) serve para distribuir o tráfego de rede, permitindo melhorar a escalabilidade das aplicações em nuvem. Para Kroonenburg, a confusão com o termo pode acontecer por dois motivos:

  1. É preciso selecionar o melhor ELB para as aplicações.
  2. É preciso habilitar os recursos para que o ELB se torne eficiente.

O cofundador da A Cloud Guru destaca que, ao tentar realizar a distribuição da rede, o time de TI pode considerar qual ELB é mais adequado para os aplicativos e o tráfego esperado para ele. Depois, definir como o direcionamento desse tráfego seguiria para outros serviços da web.

Como Kroonenburg explica, “ao abordar essas configurações desde o início, você encaminhará o tráfego de forma inteligente para otimizar o desempenho de cada serviço em nuvem.”

4. O que é nuvem privada virtual (VPC)

A nuvem privada virtual (VPC, na sigla em inglês para virtual private cloud), também chamada de rede privada virtual, pode ser explicada como um data center virtual na nuvem. Seria um “espaço” em que a empresa poderia armazenar:

  • Banco de dados;
  • Servidores de aplicativos;
  • Processos de relatório back-end;
  • Entre outros.

Em resumo, ter um VPC é uma forma de manter as informações seguras e fora da internet. Tudo isso ao mesmo tempo em que as informações na nuvem privada virtual estão conectadas aos serviços em nuvem sem comprometer o desempenho.

Vale destacar que o VPC não depende de nenhum hardware físico. Esta nuvem é tão virtual quanto a pública. A diferença é que o VPC não compartilha recursos e espaços de uma infraestrutura de nuvem pública, mas opera de forma isolada entre cada cliente.

Principais destaques desta matéria

  • Computação em nuvem continua como tendência de tecnologia em 2021.
  • Tanto que a Gartner aponta gastos de US$ 304,9 bilhões com soluções em nuvem neste ano.
  • Mas alguns termos da tecnologia podem confundir times de TI e negócios.
  • Confira 4 palavras do vocabulário da nuvem que podem gerar confusão.


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