usina de Ouro Branco

Parceria com Embratel habilita indústria 4.0 na Gerdau

3 minutos de leitura

Com tecnologia da Embratel, a Gerdau vai implantar uma rede privativa dedicada 5G e LTE 4G em uma de suas fábricas, viabilizando os conceitos da indústria 4.0



Por Redação em 04/07/2022

Automatização, produtividade, flexibilidade, visibilidade, rastreabilidade, uso de dados e segurança nos processos, incluindo planejamento, produção e logística. Estes são os conceitos da indústria 4.0, que serão aplicados pela Gerdau em sua planta industrial de Ouro Branco (MG), maior usina da empresa no mundo. As inovações serão viabilizadas por uma rede privada dedicada 5G e LTE 4G – quarta geração de tecnologia móvel de transmissão de dados – implementada pela Embratel. 

Este é o primeiro projeto de uso do 5G no setor do aço na América Latina. A parceria entre Gerdau e Embratel tem como objetivo criar uma infraestrutura digital habilitadora para o desenvolvimento da indústria de aço do futuro. “Siderúrgicas são lugares com alta complexidade e criticidade. Portanto, ter uma infraestrutura digital completa para habilitar um ambiente mais seguro e produtivo é fundamental”, disse Gustavo Silbert, Diretor-Executivo da Embratel.

Segundo ele, a infraestrutura digital habilitadora de inovações vai muito além de velocidade na transmissão de dados. “A implementação do 5G significa baixíssima latência, mais disponibilidade, abrangência e capacidade de rede, aspectos fundamentais para a Indústria 4.0. A Embratel está atuando lado a lado com a Gerdau para que a produtora atinja o próximo nível em sua digitalização, possibilitando a ampliação do gerenciamento e sensoriamento de ativos críticos, uso de carboxímetros conectados, caminhões autônomos, retroescavadeiras telecontroladas, além da monitoração inteligente por câmeras e drones para segurança preditiva, por exemplo”, completou o executivo. 

Projeto tem infraestrutura evolutiva

Da esquerda para a direita, Gustavo Silbert, diretor Executivo Embratel, Gustavo França, diretor global de tecnologia e digital da Gerdau, Alexandre Mello, diretor de vendas Embratel, e Rafael Gambôa, diretor industrial da Usina Ouro Branco da Gerdau

O projeto desenvolvido pela Embratel inclui a instalação de diversas torres no local para ampliar a abrangência da conectividade e as possibilidades de automação, com cobertura em mais de 8,3 milhões de metros quadrados. A Embratel busca construir uma infraestrutura evolutiva, que possibilite a inserção de novas tecnologias de ponta, de maneira simplificada. 

Assim, o projeto foi dividido em três fases, sendo iniciado com a instalação de uma rede privativa LTE 4G com capacidade total de 256 Mbps. Já nessa etapa, a área coberta será maior do que a atual, possibilitando o aumento da abrangência das iniciativas da Indústria 4.0 já adotadas na unidade.

Na segunda fase, haverá uma grande evolução somando o 5G da Claro, na frequência 3.5 GHz, à rede LTE 4G. Com o 5G e o LTE 4G, a planta passará a ter uma capacidade muito maior, totalizando 3,8 Gbps. A ultrabaixa latência fornecerá mais resiliência, disponibilidade e segurança para o local, pois aplicações críticas não terão infraestrutura compartilhada com a rede pública. Suportada pela rede e backbone de TI instalados, a Gerdau poderá ampliar seus investimentos em dispositivos e maquinários múltiplos mais evoluídos, como veículos autônomos e telecontrolados, além da tecnologia de gêmeos digitais, Internet das Coisas e Inteligência Artificial.

A terceira fase envolverá o adensamento da rede privativa LTE 4G e 5G para fornecer ainda mais capacidade combinada, chegando a 4,8 Gbps, e ampliar a cobertura para toda a extensão operacional da planta.

O projeto inclui espectro licenciado, sem interferências, e altos padrões de segurança, pois cada máquina conectada receberá um SIMCard exclusivo para acessar a rede. Com isso, a autenticação do equipamento será automática, sem a necessidade do uso de senhas para conexão. Essa característica é fundamental para mitigar ameaças de cibersegurança, especialmente em dispositivos críticos, que podem gerar riscos aos colaboradores em caso de perda de controle.

Para Gerdau, digital é parte do negócio na indústria 4.0

“Nos últimos anos, construímos nossas fundações para sermos cada vez mais digitais. O digital deixou de ser algo isolado para se tornar parte do negócio, por meio da identificação de iniciativas transformadoras, nas quais alocamos recursos, tecnologias e temos projetos robustos”, afirmou Gustavo França, diretor global de tecnologia e digital da Gerdau. 

De acordo com ele, a nova tecnologia vai viabilizar uma cadeia de produção totalmente conectada, aumentando eficiência e produtividade da usina. “A rede privativa 5G, que será implementada em parceria com a Embratel e a Claro, nos ajudará a consolidar um backbone de tecnologia para impulsionar nossas operações”, destacou. Um exemplo disso é a aplicação do 5G para garantir o uso de telemetria na ferrovia usada pela empresa, com 80 quilômetros de linha férrea, e uso de IoT para conectar as locomotivas à operação da fábrica.

“Em um cenário cada vez mais competitivo no setor, que exige uma busca contínua por mais excelência operacional, a transformação digital se torna crucial, para evolução em produtividade, segurança das pessoas e gestão sistêmica da nossa operação”, completou Rafael Gamboa, diretor da Usina de Ouro Branco. 

Segundo a Gerdau, à medida que esse projeto amadurecer, será possível implantar a mesma tecnologia para viabilizar a indústria 4.0 em outras unidades da empresa no Brasil.



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