executivos dasa

Tecnologia habilita um novo olhar para a saúde

5 minutos de leitura

Para Pedro Almeida, da Dasa, ao focar em cuidados e prevenção de doenças entre os colaboradores, empresas reduzem custos, melhoram o comprometimento dos profissionais e diminuem o absenteísmo



Por Redação em 01/04/2022

A gestão de dados de saúde abre uma série de oportunidades para aprimorar a qualidade de vida das pessoas e a própria performance dos profissionais nas empresas. Afinal, a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores reduz problemas como absenteísmo em decorrência de doenças, contribui para o aumento de seu comprometimento e também diminui despesas extras com sinistralidade, que encarecem os planos de saúde tradicionais.

“Um dos clientes Dasa, com carteira de mais de 36 mil vidas, sendo a maior parte (91%) com idade superior a 50 anos, reduziu seu sinistro mensal em 18%. Ao mesmo tempo, a frequência de internação caiu em 25% e o uso de pronto-atendimento, 35%”, contou o Head de Vendas, Marketing, Produtos e Desenvolvimento de Negócios da Dasa Empresas, Pedro Almeida. Segundo ele, a saúde dos colaboradores é um elemento decisivo para a performance das empresas, qualquer que seja o seu porte. 

Essa nova filosofia na gestão de saúde é o foco da Dasa Empresas, que associa serviços de medicina diagnóstica, hospitais e gestão de cuidados, com foco, principalmente, em clientes corporativos. “Empresas são feitas de pessoas e a saúde dos colaboradores é um item decisivo para qualquer organização”, disse o executivo, em entrevista exclusiva ao Próximo Nível. Confira os detalhes.

Qual a importância de práticas para promoção de saúde e prevenção de doenças na gestão corporativa?

Pedro Almeida – Acho que o principal ponto é o de preservar o bem-estar das pessoas que trabalham conosco. Empresas são feitas de pessoas e a saúde dos colaboradores é um item decisivo na performance de qualquer organização. Então, ampliar a oferta de saúde é o caminho que as companhias têm para colaborar nesse processo. Seu papel é tão importante que são basicamente as empresas que financiam a saúde privada no Brasil.

Só que isso implica custos. Depois da folha salarial, os benefícios de saúde representam o segundo maior orçamento dos departamentos de RH. Por isso, é importante que os valores gastos com a promoção de saúde sejam mantidos sob controle. Como é mais fácil e barato prevenir uma doença do que tratá-la, as empresas só têm a ganhar ao incentivar práticas como exercícios físicos por meio de programas estruturados.

Isso vai permitir o equilíbrio financeiro-econômico dos contratos com as prestadoras de serviços de saúde, assegurando um tratamento eficiente para quem precisa, ao mesmo tempo em que valoriza o bem-estar dos colaboradores – e sem majorar os custos para empresas que financiam todo o sistema.

Quais os benefícios da adoção de boas práticas de promoção da saúde e prevenção junto aos colaboradores, por parte das empresas? 

Pedro Almeida – Na Dasa, nós acreditamos em um modelo de saúde que é centrado nas pessoas, não na doença. O primeiro objetivo de qualquer programa de saúde precisa ser evitar que fiquemos doentes e toda a cadeia de problemas que decorre disso.

Além dos elementos de bem-estar, redução de custos e equilíbrio financeiro que mencionei antes, há uma questão de não desperdiçar recursos hospitalares. Cuidar para que as pessoas tenham bons hábitos é muito mais barato e impactante do que abrir leitos para doenças crônicas. 

Por isso, empresas que apostam na promoção da saúde e prevenção tendem a ter equipes mais engajadas, presentes e motivadas. Situação muito diferente de empresas que optam por uma abordagem reativa e acabam sofrendo com questões de absenteísmo ou presenteísmo.

Ao mesmo tempo em que promovem a saúde dos colaboradores, com programas de acompanhamento e incentivo à vida saudável, as empresas também buscam reduzir custos. Como é possível equilibrar isso?

Pedro Almeida – Existem duas saídas principais. A primeira é o foco na prevenção. Com menos pessoas doentes, há menor incidência de procedimentos custosos, que acabam aumentando a taxa de sinistralidade das companhias. A elevação deste índice é o que provoca, no final do dia, o aumento do plano de saúde.

O segundo caminho passa por uma análise massiva dos dados de uso dos planos. Quantas pessoas usam? Qual é o perfil dos ‘heavy users’? Quais são as especialidades mais utilizadas e que carecem de atenção preventiva especial dos gestores? Existe algum período do ano em que o serviço é mais utilizado? Podemos chegar à conclusão, por exemplo, de que temos uma população com alta incidência de diabetes e problemas cardíacos. Será que não é a hora de implementar um programa de atividades físicas?

Para levantar todas essas informações, precisamos que os dados relativos à jornada do paciente estejam acessíveis. 

Por isso que a interoperabilidade na saúde é tão importante. Fazer com que sistemas se conversem, a fim de que os dados possam ser processados de maneira uniforme, é vital para ter um retrato de uso do benefício de saúde e, aí sim, tomar as medidas preventivas e corretivas cabíveis. Dá trabalho no começo, mas o retorno sobre esse investimento é valioso.

Problemas ligados à saúde mental, o que já era um tema alarmante antes da pandemia, afetam 53% dos brasileiros, segundo pesquisa do Instituto Ipsos, e traz impactos ao mercado corporativo. Como serviços de gestão de saúde podem ajudar nisso?

Pedro Almeida – Em primeiro lugar, existe uma responsabilização das empresas e um risco jurídico concreto, já que o burnout é classificado agora como doença ocupacional. Então, organizações que não priorizavam a saúde mental dos seus colaboradores podem, agora, sofrer consequências que vão além de impacto em resultados e alto turnover.

Num movimento anterior à pandemia de Covid-19, mas acentuado por ela, as pessoas começaram a repensar as prioridades de sua vida. Cada vez menos colaboradores estão dispostos a sacrificar seu bem-estar mental em prol da carreira. E as empresas também não deveriam estimular esse comportamento, pois isso compromete os resultados e a sobrevivência já no médio prazo.

Companhias mais maduras investem na saúde mental dos seus colaboradores e nós, aqui na Dasa Empresas, apoiamos a implementação de várias estratégias para isso. É o caso de programas que incluem atendimento psicológico e psiquiátrico, bem como incentivo a práticas de meditação. Atividades físicas também exercem grande importância para afastar ansiedade e estresse, que são males, infelizmente, bem comuns.  

Mas, assim como ocorre na saúde física, o mais importante é ter práticas de prevenção a questões de saúde mental. Isso parte da cultura da empresa, e sensibilizar lideranças é importantíssimo para garantir um ambiente livre de assédios e pressões descabidas, mas com portas abertas para o diálogo. 

Os dados dos colaboradores são distribuídos em sistemas diferentes, como operadoras de saúde, sistema de adesão a programas de saúde, afastados, provedores de consultoria, entre outros. Sem a visão integral do cuidado, é possível realizar a gestão de saúde dos colaboradores de forma eficaz?

O maior problema de uma abordagem tradicional é que, com diversas fontes de informação, o programa de saúde corre o risco de se tornar uma grande colcha de retalhos. Ou seja, várias iniciativas voltadas para questões pontuais, mas que não conversam entre si e não proporcionam o valor desejado pelo colaborador.

Visualizar a jornada do paciente em sua totalidade é essencial para trazer um programa de saúde personalizado e eficaz para cada organização. Por isso, investimos em tecnologia para processar dados das mais diversas fontes. Integrando as informações, é possível entregar relatórios inteligentes para a tomada de decisão estratégica do gestor de saúde ou de recursos humanos.

Poderia detalhar os serviços da Dasa, suas inovações e resultados? Quais os casos de sucesso e resultados alcançados com a Gestão de Saúde Corporativa? 

Pedro Almeida – A Dasa é o maior ecossistema integrado de saúde do Brasil, reunindo medicina diagnóstica, hospitais e gestão de cuidados. A Dasa Empresas consiste no hub de soluções de saúde corporativa do grupo. 

Nossas soluções contemplam desde consultoria de benefícios até a coordenação de saúde. A partir de inteligência de dados e foco na atenção preditiva, preventiva e personalizada, focamos no cuidado integrado da saúde de colaboradores e seus dependentes em toda a sua jornada.

O serviço de Gestão de Saúde Corporativa ajuda empresas a oferecer a saúde que seus colaboradores desejam enquanto traz racionalização dos custos com o plano. Um dos clientes Dasa, com carteira de mais de 36 mil vidas (94% com idade acima de 50 anos), reduziu seu sinistro mensal em 18%. A frequência de internação caiu em 25% e a de passagens por pronto-socorro foi reduzida em 35%.

Outro caso de sucesso foi de um cliente com mais de 200 mil vidas, com grande dispersão geográfica e que precisava de gestão integrada de dados e ações na área de saúde. Com tecnologia e inteligência artificial, os programas de saúde foram otimizados e cerca de R$ 22 milhões em custos foram evitados em menos de um ano.



Matérias relacionadas

zero trust Estratégia

Entenda o conceito de segurança Zero Trust

Com a nuvem, cada vez mais os usuários e dispositivos acessam dados de suas empresas a partir de qualquer lugar, o que aumenta a vulnerabilidade

redes neutras Estratégia

Redes neutras de fibra óptica viabilizam novos negócios

Redes neutras para conexão de banda larga estão amadurecendo novos modelos de negócios para provedores de acesso à internet e investidores

habilita o varejo Estratégia

Tecnologia se tornou espinha dorsal que habilita o varejo

Em entrevista, Daniel Feche, da Embratel, explica que a pandemia não só acelerou a digitalização do varejo como também mostrou a relevância das tecnologias para os negócios

home office microsoft Estratégia

Para CEO da Microsoft, home office abre várias oportunidades

Tânia Cosentino, CEO da Microsoft, diz que o home office veio para ficar e que o modelo de trabalho flexível permite que empresas, principalmente de tecnologia, retenham talentos