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Experiência de compra do brasileiro pode ser transformada com metaverso

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Público brasileiro vem se mostrando flexível diante das novidades do mercado



Por Redação em 20/07/2023

O consumidor brasileiro é conhecido pela rápida adoção de tecnologias e, na visão de Ander Orcasitas, RVP da Dynamic Yield, esse perfil pode ser semelhante com o metaverso. O executivo argumentou que o público local vem se mostrando flexível diante das novidades do mercado financeiro, e um exemplo é o pix, que teve rápida adesão. Além disso, os brasileiros demonstraram desejo de fazer pagamentos em tempo real por aplicativos de mensagens ou mídias sociais, conforme pesquisa recente da Mastercard.

“Para enriquecer essa mistura, o metaverso é um ingrediente interessante para tornar a experiência de compra do brasileiro mais fascinante. Afinal, esse ambiente virtual imersivo tem um potencial enorme no varejo para tornar as compras online mais atraentes”, explicou Orcasitas em artigo divulgado para a imprensa. 

Experiência de compra em metaverso

A experiência de compra em metaverso é diferente de uma compra presencial. Nesse ambiente, raramente um cliente ficará perdido ou entediado, pois as marcas poderão colocar em prática toda a estratégia de marketing para atraí-los e proporcionar a melhor experiência de compra. “ As marcas poderão mostrar, de forma estratégica, as maiores e mais atraentes prateleiras para que o cliente possa ver, instantaneamente, o que a loja tem a oferecer”, apontou.

De acordo com Orcasitas, isso só é possível com o apoio dos dados fornecidos pelos consumidores durante as interações com as marcas, em ambiente online. Dessa forma, a cada retorno do usuário à loja no metaverso, as empresas e marcas podem adequar a experiência de compra para revelar mais linhas de produtos. “A proposta é surpreendê-lo e encantá-lo”, pontuou.

Para Orcasitas, o metaverso permite transportar o consumidor para uma verdadeira experiência de compra, possibilitando que ele descubra cada vez mais detalhes e informações sobre o produto desejado. 

Um ponto importante sobre a construção da experiência de compra em metaverso é que, no Brasil, os clientes estão assegurados pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Dessa forma, empresas e consumidores têm um ponto sólido de apoio para garantir que as informações estarão protegidas, e consequentemente, serão usadas de forma adequada.

Metaverso, uma realidade próxima

metaverso

Hoje é comum encontrar empresas com projetos de metaverso em desenvolvimento. Segundo Orcasitas, muitas marcas demonstram interesse em criar uma loja no ambiente e, por isso, estão na tentativa de entender qual experiência devem proporcionar aos clientes. 

“As pessoas entrarão com mais frequência em ambientes virtuais com realidade aumentada e vão consumir conteúdos, produtos, arte e música. Esse contato é mais “humano”, multissensorial e emocional, graças aos recursos tecnológicos. E ele ficará, aos poucos, mais distante da experiência atual, de olhar para uma imagem estática durante uma compra em um site, como fazemos hoje. Isso é o que define a estrutura do metaverso”, contou o executivo.

Segundo ele, no exterior, algumas experiências dão sinais de que o investimento em lojas no metaverso é promissor. “A princípio, algumas marcas estão experimentando o metaverso para desenvolver consciência, engajamento, lealdade e aprendizado”, pontuou.

Marcas de luxo como Burberry, Dolce & Gabbana, Hermés e Gucci, por exemplo, já criaram seus próprios NFTs e iniciaram a experiência de compra no metaverso para seus clientes. “O mais interessante será como as marcas farão a conexão entre clientes e conteúdo individualizado, para criar experiências verdadeiramente pessoais, inovadoras, seguras e confiáveis”, concluiu.



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