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Relatório de IA da KPMG levanta considerações acerca do uso da tecnologia

2 minutos de leitura

Estudo trata desde as áreas de aplicação da Inteligência Artificial Generativa até os riscos que a tecnologia pode apresentar a uma organização



Por Redação em 03/08/2023

A área de Inteligência Artificial Generativa, que, segundo a Bloomberg Intelligence (BI), atingirá US$ 1,3 trilhão até 2032, tende a estar cada vez mais presente nos negócios. Por meio da tecnologia, as empresas podem, por exemplo, refinar dados obtidos, aprimorar a experiência do consumidor final, automatizar processos e reduzir riscos. No contexto de crescimento da tecnologia, um relatório da KPMG apresenta considerações que empresas devem obervar antes de aplicarem a GenAI em suas organizações.

A sócia-líder global de Digital da KPMG Internacional, Lisa Heneghan, aponta, no relatório, para o outro lado da IA, ao trazer a segurança como elemento fundamental na aplicação da tecnologia. “Os modelos de IA generativa evidenciam o poder da tecnologia, têm o potencial de nos tornar mais produtivos e, em alguns aspectos, facilitam nossas tarefas. No entanto, trazem consigo implicações de risco que as organizações e os indivíduos precisam levar em conta. Não podemos ignorá-los. Precisamos determinar de que forma iremos abraçá-los, mas devemos fazer isso de maneira segura”, explica a executiva. 

5 considerações do relatório de IA da KPMG

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1 – A IA pode ser aplicada em diversas funções dentro da organização, desde a tecnologia da informação, recursos humanos e finanças, até auditoria, jurídico e marketing. Para que seja aplicada adequadamente, ela deve passar por um processo de desenvolvimento e teste.

2 – Como se utiliza de dados e parâmetros para aprender, a GenAI pode expor informações para responder a uma solicitação de outra pessoa, o que coloca em risco registros proprietários de uma empresa. Para evitar esse tipo de problema, deve-se restringir o provedor de aplicativo, explicitamente.

3 – É importante certificar-se de que a maneira como a GenAI é implementada não infringe leis, acordos e normas, uma vez que ela pode expor sigilos comerciais e outras informações sensíveis.

4 – Os produtos e informações produzidas pela AI não estão livres dos direitos autorais, o que pode levar a organização a enfrentar medidas legais e danos à reputação.

5 – Criar diretrizes de uso e capacitar funcionários é necessário para que a implementação da tecnologia seja adequada e eficaz, dentro da organização.

Estudo mostra como adotar IA de maneira mais inteligente

Sem uma regulamentação para a IA, o crescimento da ferramenta tecnológica causa preocupações e fez até com que mais de mil líderes e especialistas em tecnologia assinassem uma carta, sugerindo uma pausa nos estudos. O documento, publicado no final de março, menciona uma “corrida fora do controle”, que indica uma falta de gerenciamento proporcional à relevância da tecnologia.

Em concordância com a desaceleração da IA, o professor de economia do MIT, Daron Acemoglu, e o estudante de pós-graduação, Todd Lensman, desenvolveram um estudo que teve como conclusão que a melhor maneira de introduzir a IA é de forma lenta. Ao trabalhar gradativamente no desenvolvimento da tecnologia, é possível analisar melhor os riscos e potencializar os benefícios que a ferramenta traz.



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