5G no futuro

5G: futuro habilitará robôs, carros automatizados e telemedicina

2 minutos de leitura

Empresas usam internet mais estável e veloz para oferecer novas tecnologias e serviços digitais



Por Redação em 04/11/2022

A consolidação do uso do 5G permitirá o desenvolvimento de novas tecnologias e serviços digitais em todo o mundo. O novo padrão garante conexão mais rápida e de baixíssima latência, o que permitirá que robôs, carros autônomos, indústria 4.0 e soluções de telemedicina, dentre outras, sejam amplamente utilizados pela população.

O futuro do 5G será marcado também pelo uso de redes corporativas privadas. Empresas como a Huawei, por exemplo, já testam os impactos da internet mais veloz no gerenciamento de robôs.

Atualmente, a gigante chinesa utiliza o 5G para administrar máquinas automatizadas, que operam em um centro de logística localizado em Sorocaba (SP). A adoção do 5G no local permitiu que os robôs funcionassem sem a interrupção da internet, trazendo melhorias significativas para a empresa.

5G garante maior produtividade

No geral, a eficiência operacional do centro de logística da Huawei aumentou em 25% com o uso de robôs. O tempo do ciclo de produção foi reduzido em 30% com a adoção do novo padrão de conectividade, que impactou também a eficiência do giro de estoque em 20%.

A Huawei destacou ainda que a rede testada pela empresa eliminou totalmente o uso de papel no controle manual da logística de mercadorias. Além disso, os robôs erradicaram erros operacionais na unidade de Sorocaba.

Leia também:

– A caminho dos smartcars

Telemedicina e carros automatizados

O 5G será responsável pela ampliação de serviços de telemedicina no Brasil. A prática, regulamentada no país no início de 2022, deve ser aprimorada com o uso da internet de dados de baixa latência.

A estabilidade da rede 5G resultará na oferta de uma conexão mais segura, rápida e confiável para consultas online e cirurgias remotas. Em São Paulo, o projeto OpenCare 5G está testando a internet na automação do serviço de tomografia e de ultrassom no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP).

Foram instaladas duas antenas 5G no local e a performance da rede será avaliada pelo OpenCare 5G durante os próximos dois anos. A proposta do projeto é criar um serviço de avaliação remota de laudos médicos e exames.

Já na companhia Vale do Rio Doce, veículos automatizados estão se transformando em realidade com o uso de tecnologias disruptivas no Brasil. A empresa possui um projeto digital que gerencia um sistema de sete robôs móveis, no qual as máquinas operam inspecionando a manutenção de equipamentos da mineradora.

Embora o futuro do 5G represente um avanço tecnológico para empresas que apostam em inovação digital, a adoção da internet de dados de baixa latência acontece de forma gradativa no país.

Segundo entrevista de Giovanni Cerri, presidente dos Conselhos dos Institutos de Radiologia (InRad) e do InovaHC do HCFMUSP, para o Uol, o país necessita investir mais em infraestrutura da rede 5G.

Enquanto isso, a consultoria IDC Brasil realizou uma pesquisa chamada “Futuro da Conectividade do Consumidor na América Latina”, que mostra que apenas 22% dos entrevistados pretendem usar o 5G nos próximos dois meses.



Matérias relacionadas

cidades mais inteligentes do Brasil Conectividade

Quais são as cidades mais inteligentes no Brasil

Entenda como o Ranking Connected Smart Cities avalia quais são as cidades mais inteligentes do Brasil e como elas estão evoluindo

5g em sp Conectividade

Regulação do 5G em SP avança para 242 cidades

Estado de São Paulo fecha 2023 com mais cidades legalizando a quinta geração de telefonia móvel

conectividade e inclusão digital Conectividade

Conectividade e inclusão digital estão no caminho das cidades inteligentes

Em 2023, 84% dos brasileiros tiveram acesso à internet, mas 29 milhões de pessoas ainda não têm conectividade

brasil satelites Conectividade

Brasil tem potencial para ser líder em satélite na América Latina

Mercado brasileiro pode ocupar um pedaço da indústria espacial global, que deve chegar a US$ 1 trilhão em 2030